Roteiros do Brasil
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HISTÓRIA DA CIDADE
Atendendo solicitação de Dom Avelar Brandão Vilela, o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, através do Decreto 39.284, de 30 de maio de 1956, criou um núcleo no Vale do Parnaíba, que mais tarde se denominaria Núcleo Colonial do Gurguéia.(1)
A escolha recaiu sobre essa área em função da fertilidade dos solos aluviais às margens do Rio Gurguéia que apresentavam produtividade superior a 04 toneladas de arroz/hectare (sem adubação) e dos baixões de Lagoa Cercada, com nítida vocação para a cultura do milho. Após muitas tratativas de Dom Avelar e de Dr. Agostinho Reis, no dia 13 de maio de 1960, foi celebrada uma missa, como parte da solenidade de instalação do Núcleo Colonial de Gurguéia. Quatro anos se passaram entre a criação em 1956 e a instalação em 1960. Já não se acreditava mais. Ao contrário do Estado a que pertence, o município de Colônia do Gurguéia iniciou suas atividades com ênfase para a agricultura, em especial a cultura de arroz, a que mais suportava as inundações anuais da área aluvial. Durante mais de trinta anos assim permaneceu: arroz na sede e milho e feijão em Lagoa Cercada, entretanto com produtividades decrescentes em função da forte infestação de ervas daninhas e da compactação dos solos (em Colônia não se usa mais arado e não se conhece subsolador). Ainda na década de 60 o Padre Anchieta Cortez, fundou a Aliança do Gurguéia, procurando aperfeiçoar o trabalho realizado pelo então IBRA – Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, sobretudo no que respeita ao tamanho dos lotes e ao recrutamento e seleção de colonos, priorizando o homem da terra. No Núcleo de Colonização do Gurguéia os lotes da área aluvial são de apenas 04 hectares e muitos colonos vindos de Pernambuco não se adaptaram e retornaram à sua terra de origem. Em Aliança do Gurguéia as desistências foram mínimas. Nesse ínterim, em 1975, estabelecia-se na Fazenda Tranqueira, a SAT – Sociedade Agropecuária Tranqueira Ltda, então município de Eliseu Martins, empresa que, basicamente dedicava-se à cultura de arroz irrigado (170 hectares), à pecuária de corte e ao beneficiamento de arroz, iniciando um rápido ciclo de lavouras irrigadas no Gurguéia, sobretudo em Bom Jesus e Cristino Castro. A SAT propiciou emprego permanente a mais de 30 pessoas, entre tratoristas, irrigantes, mecânicos, vaqueiros, motoristas e pessoal de escritório, dentre outros, chegando a mais de 100 pessoas, quando chuvas extemporâneas impediam a colheita mecânica e a empresa se via obrigada a recorrer a colheita manual, contribuindo de forma decisiva para ocupar a mão-de-obra na entressafra, contribuindo assim para aumentar a fixação dos colonos. O trabalho da SAT, além de servir de modelo para outros produtores no Vale do Gurguéia resultou na introdução de inúmeras variedades de arroz e pastagens para a Região, dente as quais destacamos, as cultivares de arroz Lageado(vinda do Maranhão) e Cica 4 (trazida do IPA, em Pernambuco) e as forrageiras Brachiária dàgua e Estrela Africano, ambos em parceria com o Sr. Manoel Almeida, pecuarista em Eliseu Martins. Em 1982, com a impossibilidade de um dos sócios continuar na administração do negócio os demais houve por bem encerrar a sociedade, e, com ela, um importante capítulo da história da Colônia. A década de 80, com produtividades de arroz muito baixas e colheita manual dentro d’água, foi marcada pela transição do aproveitamento dessas áreas para a produção de pastagens e de feijão de vazante. Para tanto, os pequenos produtores do Gurguéia, empiricamente, foram desenvolvendo técnicas de produção de feijão a partir do momento que a “terra racha”, tendo começado os trabalhos plantando a semente em pequenos orifícios feitos manualmente com varas pontiagudas. Dessa forma a semente era depositada em solo úmido sem desestruturar o solo com operações mecânicas, proporcionando colheitas de Pitiúba até chover novamente. Outros plantavam sementes pré-germinadas. Apesar dessas vantagens, o método não permitia que se plantasse mais que 01 hectare por família, vez que demandava muita mão-de-obra. Aos poucos foi se descobrindo que uma gradeação leve, propiciava rápida limpeza da área e quebrava a capilaridade do solo, permitindo que ele continuasse úmido na área ocupada pelo sistema radicular do feijoeiro. Na década de 90, a área aluvial da Colônia consolidou-se como produtora de gado de corte e de feijão de vazante. A maioria dos colonos, quando tomava um empréstimo de Custeio Agrícola, comprava uma rês para garantir o pagamento ao Banco em caso de frustração da lavoura. Com a inflação vigente àquela época o raciocínio estava corretíssimo. Estas atividades, no entanto, estão sofrendo desde então, graves conseqüências do desmatamento das matas ciliares, nas duas margens, a partir de Redenção do Gurguéia até Canavieira. Em Colônia do Gurguéia a situação se agravou com a queda de uma ponte que se constituiu em verdadeira barragem, reduzindo a correnteza, a montante e a jusante e, por conseguinte veio o assoreamento e a formação de sangradouros que hoje nos propomos a corrigir. Paralelamente houve um explosivo aumento no número e na resistência das pragas e doenças do feijoeiro, cujo combate é feito aleatoriamente por falta de assistência técnica, óbice perfeitamente sanável pela EMBRAPA e pelo EMATER que dispõem de técnicos especializados em Teresina. Em 29 de abril de 1993, foi criado o município de Colônia do Gurguéia, desmembrado de Eliseu Martins, na microrregião Sudoeste Piauiense.
Gentílico
Coloniense
Significado do Nome
Aniversário da Cidade
29 de Abril
CARACTERÍSTICAS
Sua população estimada em 2004 era de 5 439 habitantes
Clima
Temperado
Temperatura Média
27°C
COMO CHEGAR
Partindo de Teresina: BR-020
Localização
Município da Região Sudoeste do Estado do Piaui
Limites
Alvorada do Gurguéia, Manoel Emídio, Eliseu Martins
Acesso Rodoviário
BR-020
Distâncias
545 Km da Capital
TURISMO
Principais Pontos Turísticos
EVENTOS
Aniversário do Município
Data: 29 de Abril
Informações Úteis
Prefeitura Municipal de Colônia do Gurguéia.
3vft@trt22.gov.br
(89) 3538-1150
220 Volts
AC Colonia do Gurguéia End: Av. Juscelino Kubitschek s/n° Fone: (89) 3538-1105

Créditos
Informações e fotos
Sites: www.pt.wikipedia.org
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